Volume processado pela planta de Paulínia (SP) é o menor do mês de maio desde 2010.

Replan é a maior refinaria da Petrobras e fica localizada em Paulínia, na Rodovia SP-332. Reprodução/EPTV Depois de registrar recorde na produção de óleo para motores de navio, a Refinaria de Paulínia (Replan), a maior unidade de processamento de petróleo da Petrobras, fechou o mês de maio com queda de 30% no refino em comparação com o mesmo mês de 2019.

De acordo com dados da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), foram refinados 1.121.788 metros cúbicos (m³) de petróleo em maio - no mesmo período do ano anterior, a planta processou 1.610.919 m³. Com a pandemia pelo novo coronavírus, é o quarto mês seguido em que a produção da Replan é menor que o mesmo período do ano anterior. Como comparação, o volume refinado em maio foi o menor para o mês desde 2010, quando foram processados 1.024.395 m³. Procurada para comentar os resultados e se os números são reflexos apenas da pandemia, a Petrobras disse que nota que divulga resultados operacionais de forma detalhada trimestralmente.

A companhia, entretanto, informou que turnos foram alterados na Replan "para facilitar o distanciamento, entre outras medidas preventivas à Covid-19". Recorde Em maio, a Replan bateu o recorde de produção mensal de Bunker 2020, óleo combustível usado em motores de navio.

Foram produzidos 123 milhões de litros em maio, o que representa 22% de todo o volume produzido pela companhia no período. Segundo a Petrobras, o Bunker possui baixo teor de enxofre e atende aos critérios da Convenção Internacional para a Prevenção da Poluição por Navios (Marpol), que estabelece que todo combustível para navios comercializado no Brasil e em mais de 170 países deve possuir teor de 0,5% de enxofre. "Todo o Bunker produzido pela refinaria em Paulínia é transportado por dutos até o Terminal de Barueri, onde é armazenado para ser enviado, também por dutos, ao Porto de Santos", informa, em nota.

Derivados de petróleo Além do Bunker, a Replan produz gasolina, diesel, querosene de aviação, gás liquefeito de petróleo (GLP), óleo combustíveis, asfalto e outros derivados de petróleo. Os produtos produzidos em Paulínia atendem os seguintes mercados: Interior de São Paulo Sul de Minas Triângulo Mineiro Mato Grosso Mato Grosso do Sul Rondônia Acre Goiás Brasília (DF) Tocantins Veja mais notícias da região no G1 Campinas