Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) mostra que o período de estiagem contribui para a alta, já que sem chuvas a disponibilidade de pastagens é reduzida.

Preço do leite aumenta 10% para o produtor Reprodução/EPTV O preço do leite aumentou 10% para o produtor no mês de junho, conforme dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq/USP).

Para o consumidor final, o impacto deve ser sentido durante os próximos meses. O levantamento mostra que essa alta é por conta da baixa na oferta de leite no campo.

Isso acontece em virtude de uma tendência sazonal, uma vez que a produção é prejudicada pela baixa disponibilidade de pastagens em decorrência da diminuição das chuvas.

"É a maior alta registrada na nossa série histórica desde junho de 2019.

A captação de leite no campo passa por um momento de entressafra no Sudeste e no Centro-Oeste, em virtude do período seco.

O menor volume de chuva impacta a disponibilidade de pastagens e isso afeta a alimentação animal", explicou a pesquisadora do Cepea, Natália Grigol. Preço do leite cresce 10% para o produtor e alcança maior aumento desde junho de 2019 Preço para o consumidor final A Associação Paulista de Supermercados (Apas) aponta que no acumulado do ano até maio o preço do leite subiu 13,54% para o consumidor final.

A indústria alega que a logística e o dólar contribuem para a necessidade de ter que repassar os preços ao consumidor.

A Apas diz que a orientação é não aumentar a margem de lucro durante a pandemia. Em um supermercado em Valinhos (SP), a equipe da EPTV, afiliada TV Globo, encontrou diferença de até R$ 0,20 no litro de leite, dependendo da marca. "Nessa pandemia está difícil.

Tem que economizar, tem que correr atrás, tem que ver de folheto a folheto, mercados diferenciados", disse a diarista Adriana Correia Silva.

A tendência é de mais aumento nos próximos meses, segundo os pesquisadores.

"É esperado para o setor que altas de preço para o produtor ocorram nessa época do ano, especificamente entre março e agosto.

Por isso é esperado que esse movimento de valorização continue para os próximos meses", completou Natália. Veja mais notícias da região no G1 Piracicaba